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O da Inês

O dia em que rezei o terço no avião

Boas pessoal!

 

Tenho andado meio apagada aqui no blog mas por boas razões. Tirei uns dias para descansar, sair com a minha mãe, fazer algum exercício, matar as saudades do meu cãozinho e dormir. Dormir muito! E agora estou aqui para vos contar a minha aventura durante a viagem de regresso.

 

O meu namorado muito fofinho e carinhoso lá se despedia de mim e eu suava, suava... Não sei explicar mas tenho altos pressentimentos, quando algo está para acontecer sobe-me um formigueiro pelo corpo acima, sinto-me desconfortável, as pernas falham-me e o meu rosto fica vermelho e molhado, como se estivesse um sol forte acompanhado por uma temperatura de 40 graus no aeroporto. No aeroporto, vejam só! Que não podia estar mais fresco devido ao ar condicionado.

 

Bem, nisto chegam as sete horas e ele diz-me que é melhor ir andado, não "fosse o diabo tecê-las". Mal ele e eu sabíamos como o presságio estava certo. Lá vou eu insegura, como se guardasse uma bomba na carteira, na esperança que não reclamassem pelos três quilos a mais de recordações que a mala de mão guardava. Entretanto o meu namorado chama-me, relembra-me que tenho um perfume na carteira e que devo envolvê-lo num saco de plástico transparente que se encontra num canto do aeroporto à disposição dos viajantes. Eu bem tentei fazê-lo sozinha mas os nervos comeram-me parte do cérebro, aquela que comanda as mãos, e teve de ser o meu namorado a embrulhar o meu "So Sexy" da Victoria's Secret.

 

E vamos então à primeira etapa que parecia muito simples, bastava passar o meu passaporte numa máquina que me identificaria como Inês Silva, uma cidadã do mundo super exemplar. A máquina pifou. Eu estraguei a máquina, o que não é de espantar tendo em conta a minha magnífica fotografia. O funcionário que estava naquela zona apercebeu-se do problema e deixou-me passar imediatamente, a questão é que depois de mim mais ninguém utilizou aquela machine altamente traumatizada com o meu rosto. Eu devia ter previsto que era um sinal, mas não liguei e continuei a minha caminhada. (Desculpem se o texto está muito longo, talvez esteja-me a empolgar demais com esta história toda.)

 

Segunda etapa pessoas, não me abandonem. A revista. Sim, quando passamos por uma zona que apita desalmadamente caso tenhamos algo de ilegal. Na verdade só apita um pouco, no entanto na nossa cabeça soa três tons acima. Largo as malas para serem analisadas, já a rezar para não implicarem com o peso, e dou alguns passos nerbóticamente como diz Beatriz Gosta (oiçam-na às sextas de manhã na Antena 3) e... pipipipipi.

 

O senhor com muita paciência mandou-me tirar o casaco, mas voltou a apitar. Coloquei as mãos acima da cabeça, agora sem casaco, e volta a apitar. Entretanto ele acaba por desistir e permite-me continuar a jornada. Parece que estou no filme "O Hobbit", só que não. Enquanto isso as minhas malas já tinham sido analisadas e dado duas voltas ao bilhar grande. Tive de esperar que dessem a terceira volta para as apanhar e obter a autorização dos funcionários que as examinavam.

 

De repente olho para o lado e vejo toda a gente a abrir as malas, a segurança estava tão apertada que algumas companhias nem permitiam que os passageiros levassem bagagem. Comecei a panicar, lógico! Lembrei-me da roupa suja, incluindo a interior, colocada no topo da mala. Para ajudar à festa os líquidos que, apesar de não excederem os limites impostos pela TAP, estavam todos espalhados de modo a caber tudo no seu interior. "Ai o que hei-de fazer, meu Deus?!", reflito. Chega a minha bagagem de mão, tal como a minha carteira que continha o tal perfume e pelos vistos um outro objeto líquido do qual nunca mais me lembrei. Sabem aquelas bolas de cristal que contém figuras e água, muita água internamente? Pois eu levava uma coisa dessas para a minha avó! A rapariga que examinava a minha bagagem era loura, provavelmente da minha idade, bonita mas com um ar muito carregado. Estava zangada e, em inglês, argumentava que eu já devia saber que aquela recordação era líquida e tinha de transportá-la dentro de um saco plástico. Pois bem, eu ruí. Não chorei nem nada que se pareça. Todavia expliquei que, não sabendo bem porquê, estava indisposta e aflita com aquela viagem. O semblante dela mudou radicalmente. Pediu para acalmar-me, elogiou a minha mala, perguntou para onde ia... conversa puxa conversa nem tive de abrir a minha bagagem. Ufa! No meio de tanta pouca sorte um bocadinho de luz. Ela deve ter pensado assim: "Vou poupar esta pacóvia que nem nem sabe que tem de levar os líquidos todos em sacos de plástico quanto mais carregar uma bomba." 


E a viagem de avião meus amigos? Ui, outro mimo! Partimos uma hora depois do previsto devido ao mau tempo e ainda assim apanhámos turbulência. Rezei umas Avé Marias, Pai Nossos, Salve Rainhas e todas as orações que me lembrei na altura. Aterrei eram quase duas da manhã no Aeroporto do Porto desperta e de barriguinha cheia porque a TAP trata-me sempre bem nesse aspeto. Bem mais calma encontrei o meu pai e fomos para casa onde fui recebida pelo meu irrequieto cachorrinho. E no meio de tantas lambidelas adormeci.

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 (A última fotografia foi tirada na viagem de ida para Londres.)

 

Espero que tenham gostado, rido um pouco da minha sorte e continuação de um excelente fim de semana. 

 

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Até já!

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