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O da Inês

É difícil compreender-me

É difícil explicar porque nunca consigo estar bem na vida, pelo menos a 100%. Confesso-me desde já uma queixinhas nata, no entanto a minha instabilidade emocional (sempre de mãos dadas com a corporal) transcende essa mera forma de ser. Essa facilidade que tenho em reclamar das coisas.

 

Já viajei, já saí de Portugal, mas hoje senti-me mesmo longe de casa. Se seguir a racionalidade da questão associo esta quebra à vitória de Portugal na Eurovisão. O cantar em português, o sofrer tão nosso que foi transmitido em meros minutos para toda a gente assistir e guardar no coração. O facto de estar numa cidade fria para a qual sei que muito provavelmente irei emigrar gela-me, ainda mais, os ossos. É bom estar aqui em certa parte. A sensação de independência, o voltar a morar sozinha e ser dona do meu nariz. Mas depois lembro-me de tudo aquilo que terei de deixar para trás e vergo-me. 

 

"Oh Inês, sofres muito por antecipação." Sim eu sei. Sempre fui assim e desconfio que assim continuarei por muitos e longos anos. É um mal de família, compreendem? Sou uma poeta que finge sofrimento, talvez. Porque parece que estou a sentir algo que nem sequer vivi. A modos que sou uma alma que busca algum entendimento, alguém aí?!

 

E agora vou dormir porque amanhã tenho de acordar às 5 horas da manhã para visitar Bath. Já sinto a Jane Austen que vive dentro de mim a querer sair cá para fora. O Mr. Darcy puxa-a para dentro, porque até parece mal.

 

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